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Governo lança campanha de doação de leite materno para subir ofertas no SUS

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (20) a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno com o objetivo de ampliar a rede de oferta do alimento no país que atualmente supre 60% da demanda. O leite materno doado vai para os bancos de leite onde é pasteurizado e entregue para ser usado nas UTIs neonatais do SUS (Sistema Único de Saúde).

O governo investiu R$ 1 milhão na campanha cujo tema é “Seja doadora de leite materno e faça a diferença na vida de muitas crianças”. O tema será veiculado na TV e na mídia eletrônica por um ano.

O aleitamento materno exclusivo até seis meses e prolongado até os dois anos é preconizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para proteger o bebê de infecções, diarreias e alergias, além de diminuir a chance de mortalidade infantil e evitar obesidade, diabetes e hipertensão ao longo da vida. Estudos provam que o leite materno pode reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças de até 5 anos.

“A meta é ampliar em 15% as doações para bebês prematuros. Um litro de leite beneficiará dez bebês prematuros”, disse a ministra da Saúde interina, Ana Paula Soter.
Todos os Estados têm banco de leite

Atualmente, o país conta com 215 bancos de leite e 98 postos de coleta distribuídos em todos os Estados brasileiros, o que faz o país ter a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo. Em 2014, 164 mil mulheres doaram leite materno no Brasil. No mesmo ano foram coletados 184 mil litros de leite, beneficiando 170 mil recém-nascidos, total correspondente entre 55% e 60% da necessidade do país, segundo dados do Ministério da Saúde.

No Brasil, 67,7% das crianças mamam na primeira hora de vida e a duração média do aleitamento materno exclusivo é de 54 dias. Ainda segundo o Ministério da Saúde, 41% dos menores de 6 meses tiveram alimentação exclusivamente por leite materno.

Desde 2005, o país exporta técnicas de baixo custo para implementar bancos de leite materno em 25 países.

“O Brasil desde o final da década passada se tornou o maior protagonista na cooperação de bancos de leite que contempla 25 países […], como Cabo Verde, Moçambique e Angola, e ser reconhecido pela OMS como portador de uma tecnologia passível de reduzir a mortalidade infantil”, disse o pediatra Paulo Bonilha, coordenador de Saúde da Criança do Ministério da Saúde.
Como e onde doar?

Qualquer mulher que esteja amamentando pode doar leite sem correr o risco de “secar” a produção, já que a doação estimula a produção do alimento. Para doar, a mulher que estiver amamentando pode ligar no número 136 ou procurar o banco de leite mais próximo. Veja a lista de bancos de leite nos Estados e no Distrito Federal.

Antes da coleta, a doadora deve fazer uma higiene pessoal com água, cobrindo os cabelos com lenço ou touca, e limpar as mamas com uma toalha limpa.

O leite deve ser coletado em local limpo e tranquilo e pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até dez dias. Nesse período, deverá ser transportado ao banco de leite humano mais próximo da sua casa.

“Quando a mulher amamenta, ela cumpre um papel social e precisa de todo apoio da sociedade”, disse a atriz Maria Paula, ex-“Casseta e Planeta”, que estava presente no lançamento. A atriz recebeu, em 2012, o título de Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, devido a seu envolvimento e dedicação à causa.

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